A vida que merecemos

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Tempo

Odeio perder tempo. A vida é curta demais para que possamos nos dar ao luxo de perder um minuto que seja. Não estou sozinho nessa, na verdade, estou muito bem acompanhado. Sêneca, filósofo de nascido em Córdoba durante a dominação romana, concorda e teceu alguns comentários sobre o desperdício de tempo.

certos momentos nos são tomados, outros nos são furtados e outros ainda se perdem no vento. Mas a coisa mais lamentável é perder tempo por negligência. Se pensares bem, passamos grande parte da vida agindo mal, a maior parte sem fazer nada, ou fazendo algo diferente do que se deveria fazer.

Teimamos em fazer coisas que não precisamos, ou, o que é pior, em fazer absolutamente nada. Não otimizamos o uso de nosso tempo. Caso se pergunte como seu dia é dividido, provavelmente, não saberá especificar o quanto as horas, fora as do trabalho e as dormidas foram, de fato, bem utilizadas. Organize-se, distribua seus horários, use uma agenda, siga um cronograma.

“Podes me indicar alguém que dê valor ao seu tempo, valorize o seu dia, entenda que se morre diariamente? Nisso, pois, falhamos: pensamos que a morte é coisa do futuro, mas parte dela já é coisa do passado. Qualquer tempo que já passou pertence à morte.”

Caso pensemos um pouco na iminência da morte, podemos colocar as coisas em perspectiva. Morre-se um pouco a cada instante e cada segundo perdido não pode ser recuperado. Será que vale a pena adiar aquele projeto? O famoso “começo na segunda”? Faça agora, maximize seu tempo. Quanto antes você alcançar um objetivo, mais tempo você terá para aproveitar os resultados desse sucesso.

“[...] aproveita todas as horas; serás menos dependente do amanhã se te lançares ao presente. Enquanto adiamos a vida se vai. Todas as coisas nos são alheias; só o tempo é nosso. A natureza deu-nos posse de uma única coisa fugaz e escorregadia, da qual qualquer um que queira pode nos privar. E é tanta a estupidez dos mortais que, por coisas insignificantes e desprezíveis, as quais certamente se podem recuperar, concordam em contrair dívidas de bom grado, mas ninguém pensa que alguém lhe deva algo ao tomar o seu tempo, quando, na verdade ele é único, e mesmo aquele que reconhece que o recebeu não pode devolver esse tempo de quem o tirou.”

         Temos o “complexo do peru de Natal”, morremos na véspera. Sofremos por antecipação. Preocupamo-nos tanto com o amanhã que deixamos de viver o hoje. Não confunda, viver o hoje não significa deixar de planejar o amanhã. O bom planejamento do futuro é a garantia de um presente constantemente agradável.
              Perdemos o sono por coisas pequenas, que podem ser resolvidas com um mínimo de esforço, mas não nos preocupamos com aquilo que nos faz perder o que não pode ser recuperado: tempo.
            Utilize o tempo a seu favor, não seja um escravo dele. Viva o presente, planejando o futuro.                 Aproveite aquilo que importa de fato.

      Existem dois tipos de problemas com os quais perdemos tempo: os solucionáveis e os insolucionáveis. Os primeiros não devem nos preocupar, pois podem ser resolvidos, e os segundos devem ser esquecidos, pois se não há solução não devem nos ocupar.